A Escola da Magistratura Mato-grossense (EMAM) lançou, na noite de quinta-feira (14), o Programa Justiça Restaurativa, iniciativa voltada à acadêmicos de direito para atuarem no fortalecimento de uma cultura de mediação, conciliação e construção de paz no âmbito jurídico.
O lançamento contou com a presença do diretor da EMAM, juiz Tiago Souza Nogueira de Abreu, que destacou a importância do projeto e da parceria inédita firmada com a União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (UNIFACC).
"Nós fizemos o primeiro convênio com a UNIFACC justamente para aproximar o estudante de Direito da magistratura. A Justiça Restaurativa está umbilicalmente ligada ao Poder Judiciário, que hoje conta com o Nupemec e o Nugjur estruturados e construindo uma nova cultura dentro do Judiciário: a mediação e a conciliação. É fundamental capacitar esses jovens operadores do Direito para que sejam, no futuro, protagonistas dessa Justiça que está apenas começando, mas veio para ficar”, ressaltou o magistrado.
A palestra inaugural foi ministrada pela servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Claudete Pinheiro da Silva de Almeida, que é analista judiciária, mediadora e instrutora credenciada pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM), com vasta experiência em Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz. Claudete integra o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do TJMT e tem ampla trajetória em mediação familiar, empresarial e escolar, além de formação em Direito Sistêmico e Psicanálise.
Durante sua apresentação, Claudete compartilhou experiências práticas, destacou o papel humanizador da Justiça Restaurativa e apresentou técnicas utilizadas nos processos de facilitação e resolução de conflitos.
A coordenadora do curso de Direito da UNIFACC, professora mestre Linnet Mendes Dantas, também participou do evento, reforçando a relevância da parceria acadêmica para a formação humanizada dos futuros profissionais do Direito. Também participaram da aula inaugural do projeto os professores, Gabriel Salazar Curty, que é coordenador do Núcleo de Práticas Sociojurídicas e o professor e advogado, Matheus Alberto Rondon, orientador do Núcleo.
O programa será desenvolvido ao longo do semestre com atividades teóricas e práticas, visando preparar os alunos para atuar de forma ética e colaborativa na construção de soluções pacíficas e sustentáveis para conflitos.
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